Slider

O dia que eu conheci o Vance Joy.

quarta-feira, 21 de março de 2018



James Gabriel Keogh é um cantor e compositor australiano mais conhecido como Vance Joy.
Vance que roubou sua alcunha artística de um personagem contador de histórias vindo do livro Bliss escrito por Peter Carey, lançou seu primeiro EP God Loves The Way You're Dancing em março de 2013. No ano seguinte sua música "Riptide" alcançou o primeiro lugar na lista da Billboard’s para músicas alternativas. Em 2014, Joy saiu em turnê como suporte da Taylor Swift, lugar antes ocupado por ninguém menos que Ed Sheeran. O artista de 30 anos de idade retorna as paradas de sucesso com seu novo album Nation Of Two. O álbum revela a história do relacionamento de um casal, seus altos e baixos e a percepção extraída dessas experiências. A capa do álbum capta o tom como sendo sobre amor e desespero. O desenho minimalista mostra duas pessoas postas umas sobre as outras enquanto enfrentam direções opostas. Eles não estão se abraçando, mas descansam suas cabeças um no outro, mostrando um casal que já experimentou o suficiente para se amar e se machucar um pelo outro.


No dia 20 de março, foi a vez de Vance retornar aos palcos após 3 anos e meio desde sua última visita a capital Irlandesa. Quem me conhece, mesmo que a pouco tempo sabe o quanto suas músicas foram de grande influência na minha vida e que eu não perderia a oportunidade de vê-lo se apresentar ao vivo. Vance abriu o show com Fire and Flood e cantou desde seus antigos sucessos como Georgia e Riptide à suas mais novas canções We're Going Home e Saturday Sunday, levando seus fans (eu) a loucura.

Como se a noite não tivesse sido mágica o suficiente só de ouvir todas as minhas músicas favoritas, fui surpreendida com a oportunidade de dar um oi para o Vance no backstage. PENSEM NA FELICIDADE DA PESSOA. E se antes eu já nutria uma admiração por esse cara, saibam que isso só aumentou. Pensem numa pessoa querida e multiplique por 1000... é o Vance!
Vance que se apresenta no Brasil em Outubro de 2018, me confidenciou estar muito feliz em estar de volta aos palcos Europeus e as terrinhas Brasileiras.






Vance se apresenta no Brasil em São Paulo no dia 05 de outubro de 2018
Ingressos: https://www.eventim.com.br/vancejoy

E no Circo Voador, Rio de Janeiro no dia 06 de outubro de 2018
Ingressos: https://compre.ingressorapido.com.br/

E como as novidades não param por ai, Joy retorna a Europa para uma turnê exclusiva de Nations of Two em Novembro e adivinha quem já garantiu um ingresso? #TicketmasterMePatrocina




O começo do fim.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018



O verdadeiro adeus é aquele que acontece lentamente, ao longo do tempo, sem muitas palavras. Não há "bom dia" pela manhã, "te ligo mais tarde" ou "vejo você novamente". Não há planos futuros. O passado também não importa mais. 
Talvez algumas vezes você irá se perguntar como seria se as coisas fossem diferente, será que vocês se casariam? Será que comprariam aquela casa? Eu cozinho, você limpa!
Será que iriam fazer do mundo a sua casa e sairiam se perdendo e se encontrando por aí. Teriam um cachorro. Quem sabe, dois? Um pra mim, outro pra você. Talvez teriam filhos. Talvez não. Tantos sonhos. Tantos planos.
É, quem sabe? Foi quase. E quase é uma palavra trágica. Ela é cruel. Quase fatal. 
Você irá se perguntar algumas vezes. Vai se encontrar. Se perder. Esquecer.
E vai perceber que na verdade não existem mais razões para checar se outro está bem, isso já não importa mais e eventualmente você se dará conta que voltaram a ser estranhos.

"Com amor, Kellan" e o estereótipo da vida resolvida antes dos 30.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018


"Eu aprendia a amar a dor porque ela andava de mãos dadas com você."
Quem me acompanha no instagram viu que nas últimas semanas eu estava super empolgada com a leitura de Com amor, Charlie. Um livro originalmente criado na plataforma Wattpad e escrito pela LoudChaos. Conheci o livro através de uma das minhas melhores amigas, a Flavia. (Obrigada, Fla!). 
O livro conta a história de Charlie e Kellan, através de uma narrativa completamente envolvente. Duas pessoas que tinham tudo pra dar certo mas que aparentemente não eram certas uma para a outra. Algo que me chamou atenção foi que história toda se desenvolve através de uma carta escrita pela Charlie para o Kellan, no qual em cada capítulo ela cita uma razão pela qual ela começou a odiá-lo. E ao escrever a carta, Charlie nos conta sobre todos os momentos que eles passaram juntos, brigas, beijos e o fim. Charlie e Kellan foram os personagens que mais me abalaram emocionalmente, eles são tão reais que podem ser facilmente confundidos com os casais da vida real. O livro é intenso, daqueles que você não consegue largar até que a última frase seja lida. Porém, não para por aí, o livro conta com uma continuação, que foi lançado ontem na Amazon e nada mais é que o ponto de vista do Kellan sobre o relacionamento. Sendo assim convidei a Fla para compartilhar aqui a sua opinião sobre o segundo livro da série, opinião essa que eu concordo e assino embaixo. 

"Você me deixou fascinado, porque em um mundo preto e branco, você era cinza."
NOTA: Isto não é uma resenha, é um desabafo! Contem spoilers e muita frustração.

"Em última análise, parece-me que devíamos ler apenas livros que nos mordam e firam. Se o livro que estamos a ler não nos desperta violentamente como uma pancada na cabeça, para que nós havemos de nos dar o trabalho de o ler? Um livro tem que ser como a picareta para o mar gelado dentro de nós. É isto que penso.“ (Franz Kafka)
Nem me lembro qual foi a primeira vez que li a frase acima, ou quando ela se tornou meu parâmetro de classificação quando se trata de novas leituras, mas é assim. Toda vez que começo um livro novo, me pergunto: "este livro está me despertando como uma pancada na cabeça?"  se a resposta for não, raramente continuo lendo.
A históra de Charlie e Kellan me fez sentir exatamente assim, desde o começo, como se tivesse levado um pancada na cabeça. A mistura de uma escrita envolvente com personagens tão intensos costuma ter esse resultado comigo, portanto não demorou muito para me sentir totalmente arrebatada, tanto que sai indicando o livro para todas as pessoas possíveis. 
Trata-se de uma duologia, o primeiro volume ("Com amor, Charlie"), do ponto de vista da protagonista feminina, e o segundo ("Com amor, Kellan"), com a versão do protagonista masculino. Até aí não parece nada de novo, certo? Errado! A narrativa é em formato de carta, e conta a história de um relacionamento que já acabou (não é spoiler, isso é facilmente identificado), e desde o primeiro capítulo eu soube que seria daqueles livros que nos faz querer sair gritando "COMO ASSIM, UNIVERSO?", aos quatro ventos, e não me enganei. Ou pelo menos achava que não tinha me enganado. Não me entendam mal, continua sendo uma das minhas leituras mais marcantes dos últimos tempos, talvez por puro masoquismo, e é por isso que decidi escrever o que vem a seguir.
Ontem, finalmente, foi lançada a versão final de "Com amor, Kellan" e, curiosa que sou, não pensei duas vezes antes de comprar o e-book e começar uma maratona de leitura, sabendo desde o começo que eu só pararia quando lesse a última palavra escrita, e sabe o que aconteceu? Eu detestei, de todas as formas possíveis! Finais felizes são meus favoritos? SIM! Mas não tenho nada contra finais antagônicos, desde que façam sentido! E o problema aqui é esse, o final não faz o menor sentido. 
Vejamos a questão cronológica (a partir daqui vai ter spoilers, mas é pelo bem do esclarecimento): a carta de Charlie foi escrita 4 anos após o fim, com o objetivo de colocar um ponto final no que a atormentava, e nesta época ela tinha 23 anos. Quem leu o primeiro volume sabe que, com tudo o que ela escreveu, as coisas não estavam nem de longe finalizadas. Aí veio o segundo volume, com a carta de Kellan, e o esperado reencontro dos dois, que na narrativa acontece 9 anos após a ultima vez que se viram (o que deixa os protagonistas com aproximadamente 28 e 30 anos, respectivamente). Neste momento descobrimos que Charlie está noiva e tem uma filha de 3 anos, o que não seria necessariamente um problema, afinal a vida segue não é mesmo? Não sou nenhuma Poliana e sei bem disso, mas a questão aqui é o desenrolar dos fatos, que é totalmente cru e sem nexo. Veja bem, para que a protanogista tenha uma filha de 3 anos aos 28 anos, ela deu à luz aos 25, o que signifca que ficou grávida por volta dos 24 anos. Isso é apenas um ano após ter escrito a carta, e a autora realmente quis nos convencer que a protagonista cheia de medos de se entregar e totalmente egoísta (sim, Charlie soube ser bem covarde), realmente se apaixonou e engravidou no intervalo de um ano? Com um cara aleatório que ela conhecia de um bar? (cara este que, por sinal, tem muitas características do protagonista, até chama ela pelo mesmo apelido)? APENAS NÃO! Não bastasse isso, percebemos que o Kellan, que na minha opinião foi quem mais sofreu nessa história toda, não tem o final merecido e, NOVAMENTE, sabemos que na vida real muitas vezes é assim, mas sinceramente um livro tão bom não merecia um fim tão fraco.
A autora se deixou levar por um caminho clichê, em que uma pessoa realmente só é feliz se estiver casada e com filhos antes dos 30, e essa foi sem dúvidas a parte mais decepcionante, pois os personagens mereciam mais do que isso. Aí você pode me perguntar: "clichê não seria um final feliz entre os dois?" talvez. Mas faria muito mais sentido, pelo decorrer da narrativa, demonstrar um amadurecimento dos dois, do que este fim desnecessariamente dramático, com intuito de despertar a famosa lição de que "o amor nem sempre é suficiente", o que deixou muito a desejar.
Nos resta criar um final imaginário alternativo, ainda bem que mentes criativas têm o poder de modificar narrativas decepcionantes.

Se você você se interessou pelos livros, eles podem ser encontrados na Amazon ou no Kindle Unlimited.
Até a próxima. 





The day everything has changed.

sábado, 18 de novembro de 2017



Sabe aquele ditado que diz que a vida é uma caixinha de surpresas? A vida é sim, sem qualquer dúvida, feita de surpresas, umas boas, outras nem tanto. Mas o importante é o que aproveitamos dela. A vida sempre vale a pena, mesmo em momentos que desacreditamos nisso. Mesmo quando nada parece fazer sentido, mesmo quando você se sente perdido, mesmo quando você se decepciona com aquele alguém que você menos esperava.
A vida sempre vale a pena, mesmo que você precise parar por um momento, se desligar, se fechar, chorar e respirar fundo por alguns segundos. A vida é uma caixinha de surpresas, onde cada dia é um presente que pode ou não ser agradável, mas que no final sempre nos leva ao aprendizado. Nada é por acaso, nada é perdido.


Entenda que, seja boa ou ruim, cabe somente a você escolher se fica triste, ou levanta, sacode a poeira, coloca um sorriso no rosto, mesmo que as lágrimas queiram cair e sua alma sangre por dentro. O importante da vida é lembrar que você, eu e nós só estamos aqui de passagem para evoluir, crescer, aprender, seja com o amor, seja com a dor. A vida é assim surpreendente e só você pode decidir como vai começar o seu dia e escrever sua história. Nunca ninguém disse que viver seria fácil, mas viver é uma dádiva, então aproveite e procure ser melhor, mesmo que muitas forças queiram que você não seja. Todas as vezes que você cair, levante-se quantas forem necessárias, porque você é importante, acredite. Não permita-se ficar preso as suas emoções, deixe-as fluírem, viva a vida de forma plena, seja feliz enquanto há tempo, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta.

Quinta-feira, quatro da tarde de um dia qualquer.
O dia que tudo mudou.

CopyRight © | Theme Designed By Hello Manhattan